Be in La La Land, one solo for me


“A minha cabeça já deu tantas voltas à procura dela própria. Perguntou ao braço, ao pé e às pontas do cabelo, mas não mais a viram depois dela ter acordado. É que isto de dizer que a temos é fácil, o pior é quando a queremos agarrar e ela teima em não vir. Nesse caso, a primeira premissa é: NÃO HÁ LIMITES PARA A IMAGINAÇÃO. Os únicos que poderão vir a existir serão os do corpo, mas estes são sempre superáveis. De um ponto X procura-se a abstracção, o estímulo conduz à construção e a uma consequente desconstrução para voltar a montar excertos como peças de um puzzle… ou de um caleidoscópio. Eu em tempos tive um caleidoscópio. Era pequenino, pequenino, mas quando olhava para dentro dele era como se conseguisse ver todos os meus fragmentos. Era um corrupio de imagens constantes e de novos significados que me desbloquearam certas sensações. Era um revirar de dentro para fora, de trás para a frente, de cima para baixo...”